domingo, 27 de abril de 2014

Resenha Crítica

Ao escrever a palavra mágica, o autor Moacyr Scliar,quis salientar que palavras mágicas não são necessariamente "mágicas", elas podem ser qualquer uma e quem define se uma tal palavra é mágica somos nós.
O tema abordado nesse paradidático é como cada palavra tem sua importância e sua "magia'' dentro de um contexto. Sem as palavras certamente viveríamos  em um verdadeiro caos. O autor é bem convincente em relação a isso.
A obra que é narrada pela palavra mágica, conta a história de Pedro, um menino de família modesta mas com uma visível desavença entre seu pai, João Francisco e seu avô paterno, vô Lucídio.
A princípio Pedro não sabia o motivo dessa inimizade entre pai e filho, mas logo descobre que seu avô abandonou a família para ficar com outra mulher.
No decorrer da história, vô Lucídio, fica adoentado e a pedido do seu pai, Pedro fica responsável por cuidar  do avô. Não era fácil lidar com vô Lucídio, disso Pedro já sabia. O gênio forte de seu Lucídio afastava as pessoas ao seu redor, isso explicava porque seu avô era sozinho.
Mais  a convivência com seu vô Lucídio não foi tão difícil como esperava. Foi aí que seu avô contou toda sua história, inclusive a respeito do dinheiro que ganhou na loteria que infelizmente não conseguiu pega-lo por causa de uma senha que ele nunca descobrira pelo simples fato de não sabia ler nem escrever.
Isso mexeu com Pedro que o ajudou-o a descobrir a senha para então pegar o dinheiro e dar uma vida melhor para sua família, como forma de retribuir tudo de mal que vô Lucídio fez.
Pedro contou tudo a seu pai que de imediato não acreditou na história que seu pai Lucídio contou ao neto. Então Pedro propôs ao pai que se ele conseguisse provar que o avô estava falando a verdade, o pai faria as pazes com Lucídio e assim todos viveriam em harmonia.  João Francisco  aceitou a sua proposta.
Logo Pedro foi procurar respostas para o mistério que já estava atormentando sua mente e principalmente atormentava seu avô a vários anos. Escondido, ele foi a cidade de Muriaçu onde a lotérica se localizava.
Chegando lá descobriu que a lotérica não existia mais e no local dela agora era uma lojinha de marta que era a filha de Zeferino o dono da lotérica que já tinha falecido.
Mais Pedro só encontrou a neta de Zeferino, Soninha uma menina muito simpática pela qual ele ficou bastante encantado. Ela disse que todo o dinheiro que tinha na lotérica não existia mais e Pedro não se conteve e caiu aos prontos. Antes de voltar a sua cidade, São Roque, Soninha deu a ele uma escultura de cerâmica com a forma de uma capivara.
Quando ele chegou em casa sua mãe disse-lhe que seu avô foi hospitalizado e Pedro foi correndo para o posto de saúde. Seu avô aparentemente estava frágil, o médico disse que vô Lucídio  não estava muito bem do coração.
Então Pedro deu ao seu avô a escultura da capivara e na mesma hora Lucídio lembrou da senha. Capivara.
O mistério tinha chegado ao fim. A palavra mágica que narra a história é capivara.
O ponto  que mais me chamou a atenção foi a descoberta da senha e que provavelmente não foi só eu que fiquei surpresa mas como todos os leitores devem ter se surpreendidos. E outro ponto que também roubou minha atenção foi no momento que vô Lucídio conta toda sua história para o neto e porque ele era um homem tão ranzinza.
A lição que aprendi ao ler esse livro é que devemos perdoar ,ao menos tentar.Devemos ter um bom convívio com as pessoas ao nosso redor e reconhecer como as palavras, sem nenhuma restrição, são importantes no nosso cotidiano.


— Erika Almeida

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Resenha Crítica


O livro “A palavra mágica” é surpreendente, pois no início eu achava que a palavra seria relacionado a mágica, como sugere o título do livro. 

A história fala de uma família camponesa, desunida. O texto amostra o poder de uma palavra, e de certa forma do dinheiro, já que todo o enredo se passa pelo dinheiro. Pedro após se reconciliar com seu avô ele vai tentar descobrir a palavra mágica para receber um prêmio de loteria. 

E ao descobrir a palavra não só eu, mas como boa parte dos outros leitores, provavelmente se surpreendem com o código, eu pensava que seria algo relacionado a mágica já que a capa e o título do romance é muito sugestivo quanto a isso. Pedro consegue descobrir, mas não existe mais o dinheiro. 

Esse livro é uma clássica história de julgamento pela capa. Ele é encantador. 

Enfim, pequenas palavras podem fazer grandes efeitos em nossas vidas, tanto quanto as palavras de amor, de desejos, entre outras.

— Valesca Souza 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Resenha Crítica

      A palavra mágica é um encantador livro infanto-juvenil,do escritor Moacyr Scliar,que tem a intenção de mostrar como as palavras são importante para nós.Ao explorar outro sentido de  ‘’palavra mágica’’,nos é apresentada a história de uma pobre familia camponesa.
     Fala de um menino chamado Pedro que mesmo morando longe da escola era estudioso,que morava em São Roque e o motivo dele ser pobre nunca o impediu de ser feliz.O livro também mostra que não precisa ter dinheiro ou bens materiais pra ser feliz.Havia uma coisa que causava certa curiosidade em Pedro,o porque que sua familia e seu avô não se davam bem,resolveu perguntar a seu pai que lhe explicou tudo.E Pedro resolve ajudar o avô sempre que ele precisasse, Lucidio fica doente e então Pedro vai pra cumprir com a palavra.Ao passar uns tempos com o avô, Lucidio fala que ganhou na loteria junto com o seu amigo Joca,que havia falecido,mais Lucidio não sabia a senha e pede a ajuda de Pedro.Pedro não acreditou e pediu a seu pai que se comprovasse que era verdade eles voltariam a se falar revolveu ir a loteria saber de toda a verdade,após ir na loteria Pedro soube que era verdade e resolveu levar uma pequena escultura de uma capivara pro avô,que não se encontrava em casa,seu avô havia piorado de saúde e foi encaminhado ao hospital.Então ao chegar no hospital com a escultura na mão o avô acabou se lembrando da senha,que era capivara.
       Depois de um tempo seu Lucidio morre,porem feliz por ter ficado em paz com sua familia e com muito orgulho do Neto.
     Uma palavra mágica não é somente aquela que desencandeia efeitos sobrenaturais ou realiza desejos,mas sim uma palavra que é capaz de produzir mudanças na vida de cada um.
— Filipe Alves

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Resenha Crítica

    O objetivo do autor é passar ao público alvo, os jovens, a importância das palavras na nossa vida. Mostrar como a leitura influência o nosso cotidiano. A partir de uma trama que envolve família, sentimentos e a busca insana por uma palavra que de fato poderia mudar a vida daquelas pessoas quando a encontrasse. 
     No início da obra há uma preocupação de informar o que é a palavra, pra que ela serve e como podemos usar. Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha no seu texto, a palavra é a "roupa do pensamento", se não soubéssemos falar o mundo seria um amontoado de sensações inexprimíveis e impulsos incontrolados. A partir da palavra que conseguimos nos comunicar, contar histórias, nos expressar, sendo uma faca de dois gumes, podemos também mentir, maldizer, e por aí vai... A palavra está em nossas mãos.  
    A história é narrada por uma palavra, a tal palavra mágica, a mesma se compara com "abracadabra", "abra-te Sésamo" e "shanzam" das histórias infantis, ela, realmente, tinha uma certa magia. Ela explica que as palavras organizadas formam frases, e essas frases formam histórias, e então resolve começar a contar a sua história. 
     Introduz falando de Pedro, um menino pobre que morava na cidade de São Roque, gostava de estudar mesmo morando três quilômetros do seu colégio e precisando caminhar para chegar até lá, era um menino feliz, comportado, tinha uma irmãzinha, e na sua casa viviam em harmonia, mas tinha algo que lhe intrigava, a relação da sua família com seu avô, que parecia ser chato, carrancudo, mas algum motivo deveria ter, então, questionou seu pai. É, seu avô tinha mesmo vacilado, tinha abandonado seus filhos para viver com outra mulher, havia muita mágoa e rancor guardado no coração dos membros daquela família, assim Pedro faz um acordo de que ajudaria o avô quando precisasse. Seu avô fica doente, e é hora de cumprir o que havia dito, foi visitá-lo, e é lhe pedido por ele que ficasse lá um tempo para cuidá-lo, até se recuperar, Pedro se surpreende e não tem como negar o pedido. Ao se instalar lá, estabelece aos poucos um laço afetivo como vô Lucídio. O vô decide contar o segredo da sua vida, se abrir pro neto e pedir ajuda... Ele tinha ganhado na loteria com o Joca, mas pra receber o dinheiro ele precisava saber a palavra que foi estabelecida como senha pelo amigo que havia morrido, ele tinha deixado por escrito, mas o Lucídio não sabia ler e o papel foi molhado pela chuva, então estava de mãos atadas, há muitos anos isso havia acontecido, o Pedro ficou intrigado, contou a seu pai, que não acreditou, e propôs que se fosse verdade eles fizessem as pazes, seu pai concordou, e daí ele resolveu ir atrás desse mistério, afinal, poderia ajudar sua família a entrar em comunhão. Decidiu ir até a loteria, a história foi confirmada, ele voltou pra casa com uma escultura de capivara como presente para o avô, até receber a notícia da sua mãe, seu avô havia sido hospitalizado, então corre e vai de encontro, na entrega do seu presente o avô se manifesta expressando tamanha alegria, o presente havia lhe feito lembrar da tal palavra mágica. Semanas depois, o vô Lucídio morre, mas morre satisfeito e reconciliado com sua família. 
     Existem dois momentos de mais tensão no livro, quando o avô fala que quer conversar com o neto, e assim revela o mistério, o que justificaria aquele jeito retraído, e quando o menino vai até a cidade em busca da loteria para saber se é verdade a história contada pelo avô. Nesses dois acontecimentos é que está o desvendar da história, desperta no leitor uma curiosidade dos fatos que podem acontecer posteriormente, uma insegurança se realmente vai dar tudo certo e uma surpresa depois do desenrolar. É uma obra com uma leitura encantadora, que tem em si uma simplicidade rica de bons ensinamentos.
     O livro mostra que cada palavra tem sua importância, sua particularidade, não há aquela melhor do que a outra, cada uma possui sua função, e dependendo do contexto que se encaixa, pode ser considerada mágica, por mais que pareça simples e relevante. Além disso, a obra traz uma ideia moral, de valores familiares, do perdão, o quanto é bom viver bem e em comunhão, ajudando uns aos outros, fala da amizade verdadeira, Enfim... É mostrada uma riquíssima reflexão para o bom convívio humano, serve de lição, pra agirmos melhor com as pessoas que nos rodeiam, e perceber a importância de manter essa relação, o homem precisa disso, ninguém vive só, a história nos mostrou que nada é mais importante do que ter amigos e uma família ao seu lado, não há dinheiro que possa pagar, nem orgulho que seja maior que a recompensa de correr atrás e promover uma reconciliação. 
— Flávia Côrtes

terça-feira, 8 de abril de 2014

Prefácio do romance

O que você imagina quando alguém lhe fala sobre uma "palavra mágica"? Certamente naquela que seria capaz de realizar os desejos com o estalar de dedos: passar nas provas, tornar-se ator famoso ou cantora de prestígio... No entanto, a palavra não é mágica nesse sentido e sim quando nós mesmos, por meio das mais simples palavras, formos capazes de mudar nossa vida. Em "A palavra mágica", de Moacyr Scliar, a história singela do reencontro afetivo entre um neto e seu avô é entremeada pela busca de uma senha perdida. As palavras são senhas para nossa entrada no mundo das significações, para mergulharmos dentro de nós mesmos e para nos relacionarmos com os outros, dando ocasião à magia do encontro. Mas se não tentarmos decifrar os enigmas da própria vida, poderemos permanecer à margem dela. Por isso, cada pessoa tem de descobrir sua palavra mágica.

Informações sobre o romance





Título
A Palavra Mágica
ISBN
9788516055585
Páginas
112
Tipo de capa
Brochura
Editora
Moderna Editora
Ano
2007
Assunto
Infanto-Juvenis - Literatura Juvenil
Idioma
Português
Código de Barras
9788516055585

Sobre o autor

Moacyr Scliar publicou mais de setenta livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988, 1993 e 2009), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (1989) e o Casa de las Américas (1989).
Suas obras frequentemente abordam a imigração judaica no Brasil, mas também tratam de temas como o socialismo, a medicina (área de sua formação), a vida de classe média e vários outros assuntos. O autor já teve obras suas traduzidas para doze idiomas. 
Entre suas obras mais importantes estão os seus contos e os romances O ciclo das águas, A estranha nação de Rafael Mendes, O exército de um homem só e O centauro no jardim, este último incluído na lista dos 100 melhores livros de temática judaica dos últimos 200 anos, feita pelo National Yiddish Book Center nos Estados Unidos.