Ao escrever
a palavra mágica, o autor Moacyr Scliar,quis salientar que palavras mágicas não
são necessariamente "mágicas", elas podem ser qualquer uma e quem define se
uma tal palavra é mágica somos nós.
O tema
abordado nesse paradidático é como cada palavra tem sua importância e sua "magia'' dentro de um contexto. Sem as palavras certamente viveríamos em um verdadeiro caos. O autor é bem
convincente em relação a isso.
A obra que é
narrada pela palavra mágica, conta a história de Pedro, um menino de família
modesta mas com uma visível desavença entre seu pai, João Francisco e seu avô
paterno, vô Lucídio.
A princípio
Pedro não sabia o motivo dessa inimizade entre pai e filho, mas logo descobre
que seu avô abandonou a família para ficar com outra mulher.
No decorrer
da história, vô Lucídio, fica adoentado e a pedido do seu pai, Pedro fica
responsável por cuidar do avô. Não era
fácil lidar com vô Lucídio, disso Pedro já sabia. O gênio forte de seu Lucídio
afastava as pessoas ao seu redor, isso explicava porque seu avô era sozinho.
Mais a convivência com seu vô Lucídio não foi tão
difícil como esperava. Foi aí que seu avô contou toda sua história, inclusive a
respeito do dinheiro que ganhou na loteria que infelizmente não conseguiu
pega-lo por causa de uma senha que ele nunca descobrira pelo simples fato de não
sabia ler nem escrever.
Isso mexeu
com Pedro que o ajudou-o a descobrir a senha para então pegar o dinheiro e dar
uma vida melhor para sua família, como forma de retribuir tudo de mal que vô
Lucídio fez.
Pedro contou
tudo a seu pai que de imediato não acreditou na história que seu pai Lucídio
contou ao neto. Então Pedro propôs ao pai que se ele conseguisse provar que o
avô estava falando a verdade, o pai faria as pazes com Lucídio e assim todos
viveriam em harmonia. João
Francisco aceitou a sua proposta.
Logo Pedro
foi procurar respostas para o mistério que já estava atormentando sua mente e
principalmente atormentava seu avô a vários anos. Escondido, ele foi a cidade
de Muriaçu onde a lotérica se localizava.
Chegando lá
descobriu que a lotérica não existia mais e no local dela agora era uma lojinha
de marta que era a filha de Zeferino o dono da lotérica que já tinha falecido.
Mais Pedro
só encontrou a neta de Zeferino, Soninha uma menina muito simpática pela qual
ele ficou bastante encantado. Ela disse que todo o dinheiro que tinha na
lotérica não existia mais e Pedro não se conteve e caiu aos prontos. Antes de
voltar a sua cidade, São Roque, Soninha deu a ele uma escultura de cerâmica com
a forma de uma capivara.
Quando ele
chegou em casa sua mãe disse-lhe que seu avô foi hospitalizado e Pedro foi
correndo para o posto de saúde. Seu avô aparentemente estava frágil, o médico
disse que vô Lucídio não estava muito
bem do coração.
Então Pedro
deu ao seu avô a escultura da capivara e na mesma hora Lucídio lembrou da
senha. Capivara.
O mistério
tinha chegado ao fim. A palavra mágica que narra a história é capivara.
O ponto que mais me chamou a atenção foi a descoberta
da senha e que provavelmente não foi só eu que fiquei surpresa mas como todos
os leitores devem ter se surpreendidos. E outro ponto que também roubou minha
atenção foi no momento que vô Lucídio conta toda sua história para o neto e
porque ele era um homem tão ranzinza.
A lição que
aprendi ao ler esse livro é que devemos perdoar ,ao menos tentar.Devemos ter
um bom convívio com as pessoas ao nosso redor e reconhecer como as palavras,
sem nenhuma restrição, são importantes no nosso cotidiano.
— Erika
Almeida
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